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A PASSAGEM DE RAMO

Este texto foi extraído do novo Manual do Escotista - Ramo Lobinho.
Porém, seus fundamentos servem para todas as Passagens
de Ramo dentro do Movimento Escoteiro


     A última das cerimônias relacionadas com a progressão pessoal é a Passagem para o Ramo Escoteiro, que se realiza quando o Lobinho ou a Lobinha completou sua vida na Alcatéia, seja por ter percorrido todo caminho que se havia fixado na busca dos seus objetivos pessoais, seja porque suas condições de desenvolvimento, em todas as áreas, indicam que seria mais conveniente que continuasse suas atividades em um grupo de crianças maiores, segundo se determina em comum acordo entre o Lobinho e os Escotistas.

     Do ponto de vista da Alcatéia, o tema central dessa comemoração é a despedida e, como em todas as despedidas, se misturam a nostalgia de um tempo que não voltará e a alegria ante as novas perspectivas com que se defronta o Lobinho.

     O símbolo mais usado consiste na superação de um obstáculo ou na travessia de um percurso que representam a passagem de uma situação para outra, ficando a alcatéia no lado de partida, enquanto a seção que acolherá a criança se posiciona na outra extremidade.

     Tanto o obstáculo como o percurso são sempre figurativos: atravessar uma ponte, saltar um tronco caído, caminhar sobre a parte mais alta de uma formação rochosa ou subir uma colina de cujo topo se avistem a Alcatéia e a Seção de destino. A cerimônia tem muito mais sentido quando realizada no campo, em contato com a natureza; para reunir as Seções envolvidas, não existe melhor ocasião do que um acampamento de Grupo.

     Assim como a de Promessa, a cerimônia de Passagem não deve se confundir com nenhuma outra e, se por alguma circunstância justificada, é necessário fazer a passagem simultânea de vários Lobinhos em uma única cerimônia, o número não deverá ser muito grande, e cada um deles deve ter o seu momento pessoal para se despedir da Alcatéia e ser recebido no Ramo Escoteiro.

Em sua preparação, é necessário levar em conta que a
cerimônia se desenvolve em duas partes, envolvendo duas
ou mais Seções, devendo ser planejada em conjunto e
considerar a presença do principal dirigente do Grupo Escoteiro.
O local deve ser escolhido com cuidado, já que as Seções
devem se localizar de maneira que estejam à vista uma da
outra e que o obstáculo ou percurso esteja situado entre elas.

     Durante a cerimônia, é costume que o Lobinho ou Lobinha que está deixando a Alcatéia participe pela última vez de um Grande Uivo, junto com seus companheiros, ou renove sua Promessa. Todos lhe dirigem palavras de estímulo, e lhe fazem demonstrações de apreço, quase sempre pequenas lembranças preparadas pelas Matilhas. A cerimônia se encerra com a Alcatéia cantando uma canção de despedida, enquanto o Responsável pela Alcatéia acompanha a criança até o ponto em que se inicia o obstáculo.

     Uma vez superado o obstáculo ou concluído o percurso, o Lobinho é recebido pelo Responsável pela outra Seção, que o acompanha à Patrulha que o receberá. Depois da apresentação e das boas vindas, se faz a troca do distintivo de Lobo Caçador pelo que corresponde à primeira etapa de progressão do Ramo Escoteiro.

     Essa segunda parte da cerimônia se encerra com cantos, expressões de simpatias e outras manifestações de alegria pela chegada à Seção de um novo companheiro.